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Ensino Médio regular em Blocos de Disciplinas Semestrais

       A partir deste ano, 103 escolas do Estado passaram a oferecer o Ensino Médio regular em Blocos de Disciplinas Semestrais. O objetivo, segundo Edna Amancio de Souza Ramos, técnica pedagógico da Coordenação de Legislação e Ensino do Departamento de Educação Básica (DEB), “é fazer com que o aluno tenha expectativa de prosseguir seus estudos, buscando a continuidade dos estudos e o ingresso na universidade”.
    A iniciativa da mudança partiu  após inúmeros pedidos de diretores em relação ao grande índice de evasão e repetência apresentado pelo Ensino Médio, principalmente no noturno, durante eventos que o DEB promoveu em 2007. Neste mesmo ano, começaram os estudos para a elaboração de uma proposta que viesse atender às expectativas das escolas e dos alunos. Em 2008 foi criada uma Comissão com diretores de escolas, representantes de NRE’s e representantes dos departamentos da Secretaria de Educação quando foram apresentadas as maiores dificuldades enfrentadas pelos estudantes de Ensino Médio, tanto do diurno como do noturno. Constataram-se preocupantes índices de reprovação no Ensino Médio regular e de evasão; à noite alto índice de evasão e no diurno, alto índice de repetência. Ramos afirmou que “muitos alunos deixam de estudar porque não conseguem conciliar o emprego e se afastam da escola, muitas vezes, faltando poucos meses para a conclusão da série. E acabam perdendo o ano todo”. Além do emprego, a gravidez precoce, também contribui para o abandono, “a aluna não consegue conciliar a maternidade com os estudos, e não retorna”, lembrou Ramos.
    A proposta tinha sido estudada, primeiramente aos alunos do Ensino de Médio Noturno, inclusive com estudos nas escolas no mês de agosto, onde cada estabelecimento de ensino reuniu professores e alunos para discutir o tema e enviar à SEED propostas de mudanças. Por recomendação da secretária de Educação, Professora Yvelise Arco-Verde, foi ampliada a todas as escolas que oferecem Ensino Médio regular de forma optativa, ou seja, a escola fez a opção pela Organização por Blocos de  Disciplinas em todos os turnos que oferta o Ensino Médio. Esta medida busca a unidade do estabelecimento, favorecendo as migrações entre turnos.  
    A implantação da nova proposta de organização em blocos de disciplinas só foi permitida às escolas que apresentaram ata da Reunião do Conselho Escolar com registro da decisão de aceitação por parte da comunidade escolar.
    As escolas que optaram pela mudança tiveram de reorganizar as turmas de modo que o número total  de turmas do Ensino Médio fossem par, uma vez que as disciplinas da matriz curricular estarão organizadas por série dividida em dois blocos ofertados concomitantemente (Bloco 1 e Bloco 2). Os Blocos devem ser ofertados concomitantemente, pois são independentes, ou seja, o aluno pode começar qualquer uma das séries do Ensino Médio pelo Bloco 1 ou pelo Bloco 2.
    Outro ponto importante é que o novo sistema não fere a LDB, aos estudantes ficam asseguradas as 800 hora de aula ou os 200 dias letivos, pois cada Bloco é composto por 100 dias letivos, o que garante que não há diminuição de carga-horária. Também não são alteradas a exigência de 75% de frequencia mínima do aluno e média final igual ou maior a 6,0 para aprovação. E escolas têm autonomia na definição do seu processo de avaliação, evidentemente, respeitando as normas presentes no Sistema Estadual de Ensino.
    Quanto à alegação de que o aluno venha a ser prejudicado por não ter contato com determinadas disciplinas o ano todo, Ramos rebate, “Isso é relativo, pois não existe nenhum estudo que afirme que uma pessoa vai esquecer um conteúdo por deixar de vê-lo por certo tempo. Só se não ela aprender”.
    Assim, este novo modelo em blocos serve para flexibilizar os estudos. Ramos alerta que não é para uma proposta para facilitar a aprovação, é sim para melhorar a aprendizagem. “Com um número menor de disciplinas por bloco, haverá uma melhor qualidade porque o aluno poderá se dedicar mais aos estudos com menos disciplinas a cada semestre com aulas concentradas, o professor terá mais contato com aluno, proporcionando a criação de um vínculo bem como avaliação uma diferenciada. Para o professor, são mais aulas com menos turmas a cada semestre o que favorece à qualidade do planejamento de  suas aulas.”
    Ela ainda ressalta a importância do trabalho diferenciado do professor, que deverá ter um maior dinamismo, e também o agrupamento em bloco que favorece a interdisciplinaridade entre as disciplinas do bloco.
    Algumas escolas ainda não aceitaram o modelo, alegando que precisam de um tempo maior de estudo para a implantação, mas convém lembrar que a adoção dos Blocos de Disciplinas Semestrais é opcional, “ainda em 2010 será optativa a adesão, mas esperamos que o modelo seja tão eficiente que todas as escolas queiram implantá-lo”, finalizou Ramos.





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